a vida seria uma bobagem sem essas bobagens


domingo, 10 de julho de 2011

Quem salva quer salvação...

... procura como um louco procura a própria cura 



Para, se eu sou só mais um capricho, não perca seu tempo.

Meu lugar não é aqui e está distante de ser.
Para quem não tem lugar nenhum, qualquer coisa serve e nada completa, nenhum caminho leva a algum lugar e nenhum lugar te faz sentir no caminho certo.
É uma eterna viajem que nunca leva de volta para casa.

Ou andar em círculos, tanto faz.
Voltamos enfim ao início. Quando se anda em círculos nunca se é bastante rápido.

Eu digo vou mandar tudo espaço e correr para Porto Alegre, eu sei que lá está uma das poucas pessoas que me dá paz, mas na verdade eu só estou tentando me esconder de demônios maiores do que sou capaz de suportar.
E Londres não me fará esquecer.
Será que algum dia um coração ferido por encontrar paz?

O Cara me disse que o tempo cicatriza, e eu tenho fé cega nele, mas acho que to começando a ter 'fé cega e pé atrás', porque o tempo não cicatriza.
E porque se eu soubesse antes o que sei agora eu não erraria tudo exatamente igual.
Na verdade o sentimento de derrota pessoal é tão grande que minha vontade é refazer minha vida completamente.

Eu sei que isso só mais um desculpa para o que não sou capaz, para a salvação que eu não dei, e que não consegui alcançar.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Somos quem podemos ser...

... sonhos que podemos ter (8)


Engraçado como Glee tem me feito pensar na vida.
Desde ontem uma série de episódios tem me chamado a atenção, mas nenhum se compara com o Dream On.

Hoje descobri que não vou ver a twitcam amanhã, e sabe, o que isso importa ou muda?
O que o show vai mudar na minha vida? O que ver o Humberto na camarim vai alterar nos meus pensamentos?
Sim, o que está acontecendo comigo?

Sr. Schue diz que quando uma estrela morre ela não simplesmente desaparece, ela vira um buraco negro que suga toda a luz ao seu redor.
Um dia isso acontecerá com o sol, uma dia isso acontecerá com você.

Eu não me sinto empolgada para nada, nem para a viagem a São Paulo, nem ultimo filme de Harry Potter e nem mais para o show que estou aguardando tem 62 dias.
Parece tudo tão superficial e a única coisa que tenho encontrado em meus dias, são as noites.
Parar e escrever, sentir como se fosse outra pessoa e esquecer que lá fora brilham luzes artificiais.

Nem amor, nem nada, essa palhaçada adolescente e de novelas mal feitas já deu para mim.
O que? Era eu que sonhava com família e um amor eterno, príncipe encantado e contos de fada.
Ao inferno com seus contos de fadas, ao inferno com sua vida real.

Absolutamente nada me empolga, nada me fascina e eu descobri que quando eu não saio a tempo do meu mundo encantado ele MORRE COMIGO DENTRO.
E que venham as noites que me afogam com suas lágrimas cortantes e olhos inchados pela manhã. Que venha inspiração para escrever divinamente como sempre acontece quando estou assim.

Eu não me importo mais.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

To de saco cheio...

... chega, deu pra mim (8)



Entre tantas doses de veneno, dos mais mortais desfrutados foi da falácia 'família'.
Defina então o que esses laços de sangue tem de tão especiais sendo que no momento mais importante, nenhum deles faz a diferença.
Amizade escolhida pelo destino ou eterno sobrenome a carregar?

Devo admitir que entre aqueles e estes, alguns realmente fazem jus ao que dizem por aí. Mas outros, porém, parecem ter como fardo a possibilidade de qualquer coisa além de 'meros laços de sangue'.

E afinal, porque não amigos e melhores amigos serem chamados de família? Desde sempre é com eles que conto quando as coisas realmente parecem sem saída, e jamais estive sozinha, mesmo que a estrada tenha tido subidas e descidas.
Enquanto outros ali, até diziam, só faziam o que estavam designados a fazer.

Não preciso de dó, piedade ou de misérias de atenção, sem o mínimo afinco e desejo.
Cansei da hipocrisia do sorriso nas fotos, mas quem é mesmo aquele ali? Nenhum deles sabe quem sou, ou sequer se importa.
Ou tem um jeito muito estranho de dizer que faz algum diferença eu continuar respirando.

De qualquer jeito, o meu enfia no cu de hoje vai para essa hipocrisia de ter sempre que se apoiar no pilar família e que amigos são relativos e provisórios.
Pilar família já falhou e prejudicou muito e eu realmente tenho que rever conceitos de provisório quando a média de anos de amizade com meus melhores amigos é mais ou menos 4 anos, considerando desde que nos conhecemos como ponto inicial.


Estranha boa sensação de sempre ir contra o bom senso-comum.