a vida seria uma bobagem sem essas bobagens


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Through Glass

Não não, eu não vou desistir assim.



Hoje eu acordei diferente. Sabendo onde cada coisa se encontra, onde cada ferida se abriu.
Chama-se extinção o que está acontecendo, e o que me machuca, resistência a extinção.

Quando você extingue uma consequência o comportamento tende a acontecer com maior frequência, até que se entenda que ele não vai levar a nada e assim, gradativamente vai diminuindo até acabar.
As pessoas vão falar muito mais sobre ele do que antes, até que uma hora ninguém vai falar mais nada.
Enquanto elas falam vou, em silêncio, figindo não me importar. Sorrindo entre as frases e concordando educadamente com a cabeça, até que chegue a hora em que ninguém mais lembre.

Nesse momento eu entro. Será a hora de encarar de frente cada machucado aberto, apenas eu e meus pensamentos subjetivos.

Eu sei que aqui dentro tudo vai continuar em carne e sangue, sempre vivo.
Se não fosse os 18 anos de convivência comigo mesma talvez pudesse duvidar de minhas próprias palavras, mas eu sei como sinto as coisas e mais ainda, sei que sinto muito mais intensamente que a grande maioria.
Desfruto do sentimento, absorvo até a ultima gota do que ele pode me oferecer, de ruim ou de bom.

Segundo a psicanálise eu introjeto muito mais do que projeto.

Mais do qualquer coisa, eu sei que vou lutar para que tudo continue como está aqui dentro.
Vou lutar pela confusão, pelo medo, pela dor que não me afeta quando olho tudo por cima. Vou lutar por esse amor incondicional e infinito.

E aquele livro oculto no meio das suas coisas, onde nossos nomes estavam assinados.

Muito fácil manter-me forte tão distante, dentro de minha zona de conforto, mas agora eu volto para casa e da mesma forma que escrevi no post da semana passada volto a dizer hoje.

Segunda Feira tudo está no seu lugar.
Amém

domingo, 15 de maio de 2011

Antes que eu sentisse falta...

... antes que faltasse o ar (8)


eu quero um pichúzinho <3
chame de exagero, diga que é bobagem.

Aceite o mal...

Que eu fiz a mim mesmo 


Não dá para simplesmente passar pelas coisas como se elas não tocassem em nada meu coração.
Hoje eu dorme até o máximo tarde que eu pude, simples e puramente para não ter que pensar na minha realidade, eu não queria despertar por um bom tempo.
Nos sonhos tudo que eu quero existe.

A afinal, como se esquece de algo se a única coisa da qual se tem falado por aí é sobre ele.

É verdade, eu não queria estar aqui, assim, no olho do furacão.
Preferiria ter ido ao show do Ultraje a Rigor e dormido um pouco na noite passada.
Mas quem vai explicar porque as coisas caminham dessa forma? Quem pode me dizer porque sempre que busco alguma coisa ela simplesmente se destrói.

Não aguento mais, eu não sei a resposta.

E agora myself se escurece novamente, se fecha em uma vasta floresta negra.
Não quero que ninguém se aproxime, que ninguém explore... Um território desconhecido para qualquer desbravador e que realmente deveria assustar.
Se alguém se atrever a explorar com certeza sucumbirá no caminho (falou a escritora xD).

Eu preciso beber qualquer coisa, eu me lembro que eu não bebo.

Só existe uma pessoa que sabe bem como é passar por toda essa imensidão de dor, por toda a escuridão.... Só uma pessoa conhece de verdade o que tem do outro lado, o que está morrendo agora.
Não sei se quero que ele traga luz novamente, não sei se quero deixar morrer.

Na verdade não quero, mas ninguém precisa saber disso.

Parece que tem um mundo de coisas passando em uma velocidade desnecessária por minha cabeça e eu só quero ficar sozinha.
Sentir o vento frio da noite de Campinas em meu rosto, ver as luzes da cidade. Caminhar pelo Taquaral, e entender porque...

Eu olho pra lua, eu sinto sua falta.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

11-05

E se não for pedir demais, um ultimo beijo

Sempre imaginei que história encantadas acabassem com 'e eles viveram felizes para sempre', mas a minha história foi ao contrário 'e eles foram felizes, mas agora acabou'
Foi uma linda história que vou me perguntar sempre porque não foi até o final do livro.
Mas eu ainda desejo com todas as minhas forças que você seja feliz, o que não fui capaz de fazer.

Então não é que o Damon morreu nos meus braços?
Não é que o Grigori se foi?

E nós que desenhavamos infinitos dentro de corações.
E nós que nos amamos tanto.

Quantos capítulos ficarão abertos, sem contar os passos de um casal que sonhava com a vida.

Foi pouco tempo mas valeu, vivi cada minuto. Valeu a pena cada segundo, me fez feliz.
Dizer que não foram os melhores dias da minha é mentira, falar que não valeu a pena é hipocrisia.
Tudo que passou vai continuar aqui, intacto.

E dói tanto porque foi bom, foi perfeito em seus defeitos.

Eu vou seguir viagem, fazer algo por mim, mas a porta sempre estará aberta.
Nada vai tirar de mim você, e você de mim.
Você vai continuar aqui, intacto.

Vou segurar as lágrimas e rezar por você todos os dias.
Obrigada por tudo, por ter me salvado, por ter me mostrado o que é viver. Por ter me dado um amor acima do limite do universo, infinito e eterno.
Mas que chegou ao seu final.

Ich Liebe Dich, porque em alemão sempre vai doer mais.

E hoje para pra pensar no que me importar. Se o tempo não for mais voltar
Boa noite, Cinderela.

sábado, 7 de maio de 2011

Vai passa batido...

... despercebido, talvez até já tenha acontecido (8)



Olhar para as estrelas e fazer um pedido.
Esperei uma chuva iluminada, diversos Anjos caindo na Terra e uma noite onde tudo fosse confuso.
Mas não houve confusão, mas uma clareza insuportavel.

Lágrimas verteram de olhos perdidos, opacos. Adultos.

O muro se desfez e o coração se abriu novamente, enxergou tão claramente quanto há dois anos atrás, mas com olhos de quem não é mais inocente.
Olhos de quem pode prever o passado.

E tudo voltou novamente ao seu lugar, mas como disse o poeta uma vez, é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma.
Posso até ter viajado por 360º, mas apenas eu e mais ninguém.

Um ciclone atravessou as nossas vidas, de repente tudo fora do lugar
Hoje eu sei só a mudança é permanente, de repente tudo está no seu lugar.

Para mim sim, mas não sou só eu.

Segunda feira tudo está no seu lugar.
Amém.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ao tempo em que nada...

Nos dividia, havia motivo pra tudo e tudo era motivo pra mais ♪

A noite não existiu, até quem me olha de longe sabe que dormir tarde.
Não foi uma questão de querer, mas nada me deixou assustada ontem, simplesmente estava ali, fazendo o que tinha que fazer.
Cumprindo um papel.

Arrastando os dias para comemorar uma data que sequer faz sentido mais, porque há dois anos atrás, hoje era um dia feliz e de tão feliz me fazia chorar.
Lágrimas de uma felicidade que durou muito tempo, mas aos poucos tem se consumido por si só.

E agora sinto um medo infantil, mas na hora certa afundaremos o navio ♪

Mais uma vez O Cara está certo, e parece que se minha vida fosse um musical a trilha sonora seria baseada em Engenheiros do Hawaii, afinal, o Humberto não errou até hoje nenhum passo da minha vida.
Ou talvez seja apenas minha vontade de me identificar com algo que me leva a encontrar detalhes da minha vida em letras de música...
Ou ainda que eu estou agindo como diz a música para poder ter haver.
Faz algum sentido pra você?

Só queria poder sentir aquela coisa estranha que me fazia sorrir lavando louça, querer estudar geometria analítica e amar História do Brasil.
Sentimento que recuperei em sua parte 'amistosa' quando conheci o Gui.

E passei o final de semana todo me perguntando qual é a hora de dizer o primeiro eu te amo, bem, acho que depois de dois meses, mas só se for em inglês.
Quando a gente sabe que ama alguém? E mais ainda, quando a gente sabe que não ama mais?

Minha cabeça anda tão cheia, tantas idéias, tantos diálogos jamais ditos, quantos desejos.
Uma peça de teatro inteira no palco dos meus pensamentos.

Queria que tudo não se despedaçasse e voltasse a ser como antes.
Mas você disse que não vai voltar.

Se o tempo não for mais voltar, Boa noite Cinderela. ♪

terça-feira, 3 de maio de 2011

Seria mais fácil...

...fazer como todo mundo faz. 

E agora o que tá em moda é tumblr. Só vou fazer um para poder reblogar o que os outros falam, mas minha paixão mesmo é escrever.
Será que eu dou conta de contar a subjetividade da garota triste, enquanto do outro lado eu tento fazer qualquer um rir de qualquer besteira.
Paradoxal como sempre.

E faz alguns dois dias que foi a famosa caminhada de Franca-Restinga.
Quem mora em qualquer outro lugar além de Franca E Restinga provavelmente não entende nada, mas alguns amigos sempre presentes e agora tão distantes fazem idéia de quanto esse dia é especial.



Nostalgia, daquela que bate no peito e trás fotos velhas a mente. A lembrança no espelho.
Faz voltar o tempo e dizer mais uma vez que tudo passou.
Passou e ficou preso nas memórias, no desejo, ao som de Queen e nada mais importava.

E depois que passa a gente vê, a gente sente. 

Parece que pedacinhos de momentos vão compondo, construindo, reformando tudo o que somos e quando a gente vê se misturaram num nó na garganta e em lágrimas afiadas que cortam meu rosto.
O cinza do inverno-outono acentua uma malancolia de fim de tarde, quase como que ao som de Vento no Litoral.
Resta seguir em frente em uma nova vida, que apesar de tudo não se esqueceu das boas-velhas lembranças.

O resta apenas o despertador dizer que é hora de acordar e toda uma vida pela frente.