a vida seria uma bobagem sem essas bobagens


quarta-feira, 30 de março de 2011

É alta madrugada...

Já é tarde demais, pra pedir perdão, pra fingir que não foi mal ♪



A brisa suave da madrugada da cidade-inferno, já quase inverno, invadia meu quarto com delicadeza desnecessária pela rude entrada a força.
Era final de BBB, e por estranho que pareça para mim estava assistindo sem realmente enxergar, quem é mesmo aquele cara de cabelo branco que apresenta? Bial? Não, falta a sutil genialidade que sempre me fizeram desejar ouvir seus discursos, de Filtro Solar a primeiro paredão.

E na crista da onda, conversas com quem queria ver e ter por perto.
Redes sociais que me colocam tão perto e tão longe de quem está no frio do Sul ou no calor de Minas.

Faltam dois dias para conhecer parte do que sou, mas o medo da decepção e a mínima falta de idéia de como será minha reação me assustam, me consomem.
Do outro lado do espelho, aquela garota que não sei se sou mais.
Eu consigo perceber uma mudança, mas não sei onde, nem porque? Nem se é justo tudo mudar, menos os velhos medos de criança... 

Alguns dizem que a essência de menina também não, mas eu duvido um pouco.

E eu ainda sei nada, mesmo sabendo tudo. 
A leitura desgastante de livros não me levam onde que chegar e as pessoas continuam indo embora, como ondas.
Eu nunca sei quando voltam e porque, mas parecem encontrar em mim algo em que se apegar ao que era antigamente e assim, quando desistem do novo, ficam com o bom e velho passado, lembram-se da Ana.
Já cansei disso, das pessoas que entram e saem da minha vida sem perguntarem como deixam meu futuro, o que fazem com meu presente e como lido com meu passado. Se quiserem sair saiam, mas parem de voltar, perder é ruim, mas perder constantemente é humilhante.

Fragmentos.

Velhos medos?
Eu tenho medo de cobras, já tive medo do escuro.
Tenho medo de te perder.

segunda-feira, 28 de março de 2011

E por aqui...

O externo reflete o interno, disse uma garota a sombra da noite que já ia alta.
Será mesmo, pensou ela em seus devaneios, faz sentido acreditar em tal frase observando seu quarto bagunçado e ouvindo sua banda favorita.


Eu estou onde deveria estar, continuou ela pensando, mas será mesmo que onde deveria estar é onde queria estar.

Quero.

Um perda e um ganho. Para ele ganho, mas restará apenas o lugar vazio.
Pensamentos entrelaçados fazem poesia e no fim, nada se entende a não ser ao som de uma leve música de fundo.
O céu chove sangue, e suas nunvens tão vermelhas não trazem mais o por do sol.
Nem estrelas, aquelas que nunca vi.

Recuperar velhos sentimentos as vezes nos faz bem, esquecer alguns as vezes nos faz melhor ainda.
No caso dele, esquecer, no dela, lembrar.
E como foi bom recordar o porque de estar ali, trancafiada em uma prisão sem grades ou paredes, livre para tudo... Enfim ela entendeu, novamente.

Voltar no tempo por uma noite e sentir aquela dor desnecessária na hora de dizer adeus.
Mas seu quarto continua bagunçado e ela se sente melhor assim, a organização não faz parte do que espera para os próximos dias.
E um pouco de medo.

Mas ela só pensa na letra da música, ela só quer dançar.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Só hoje...

Esse sentimento de eterna solidão, da tristeza que que jamais se desfaz.
Pequenas coisas que me preenchem, fazem da minha alma tão translúcida e desgastada como tem sido desde então.
Não encontro motivos.
Perguntar se vale a pena chega a ser sarcástico, nunca houve um motivo que dissesse que valia.

Eu juro que tentei.
Busquei em olhos castanhos e dias ensolarados o que poderia motivar, fazer sorrir. 
Tudo uma mera ilusão, a noite voltou a cair e nem mesmo a lua conseguiu afastar a escuridão que cerca minha aura e me consome a cada instante.
Não há saída, as sombras giram em torno de mim e cada vez me sufocam mais, trazendo para dentro toda a tristeza e o obscuro que há fora.

Simplesmente não existe motivo.

E a vida inferno nesse sol quente que já me fez sorrir, agora me faz desejar que a eternidade acabe logo.
Mas só mais um dia que passa, trancafiada em mim mesma, presa em pensamentos que ficam suspendidos em uma nuvem que não posso alcançar.
Onde está você Freud, que não explica mais nada. 

Esperei tão ansiosamente por um pouco de tranquilidade depois de uma semana realmente dura, mas o que encontrei foi apenas um lugar vazio.
Sempre sozinha.



E então me resigno.

domingo, 20 de março de 2011

Anoiteceu em Campinas...


Hoje faz frio na cidade-inferno.
Acordei tarde.
Já passava um filme qualquer de animação quando meus pesadelos Freudianos deixaram em paz minha mente e minha realidade gritou bem alto: acabou o final de semana.

Droga, amanhã já é segunda e eu nem tive tempo o suficiente para digerir o que foi minha semana passada.

As vezes sinto um desespero nas noites de domingo, tudo me sufoca, tudo me machuca, e mais ainda, tudo me assusta.
O vento lá fora avisa para que eu me agasalhe amanhã, a cidade inferno vira cidade inverno quando faz frio.
E será mesmo que o dinheiro dará para dois copos de cerveja essa semana, daí eu me lembro que não bebo, então porque mesmo vou pagar o cover?
Ah sim, vou pagar o Cover.

"Eu preciso beber qualquer coisa, eu me lembro que eu não bebo, o que só nós dois sabemos nós sabemos que é segredo."

E minha contagem continua, 11 dias para conhecer o @1bertogessinger.
Mas e se não foi tudo isso, e se a decepção vier a galope e meu autografo se manchar? Eu sei que não conseguirei sanar nem sequer uma dúvida, não entregarei o presente, não falei muito mais do que obrigada, mas eu preciso tentar.
É o máximo perto possível que chegarei da felicidade antes que o mundo acabe.

E se o mundo acabar, será o mais próximo de felicidade até meu casamento.
Ah, sim meu namoro vai bem, apesar de ter ido mal semana passada.

Eu nem sei mais do que falava no início do post, agora estou com uma música que não sei o nome na cabeça, e a vontade de que o domingo volte para sexta e tudo se repita novamente.
Será que a Cris gostou de ir ao shopping comigo?

Ok, acho que tenho uma amiga na faculdade, e isso sim é relevante. Uma semana ruim que trouxe uma boa notícia.

Sim, eu não bebo, apesar de ter falado tanto sobre nada, mas quem disse que precisa ter sentido, só precisa ser bom.
Pelo menos essa noite minha cabeça não estará tão repleta das mesmas idéias.
E como queria falar com o HG essa noite.

terça-feira, 15 de março de 2011

Eu não tenho medo...

Se eu soubesse antes o que sei agora erraria tudo exatamente igual (8)



Rertornar? Quem pediu a resposta para tal pergunta fui eu.
Eu retornei, confesso que sem tempo, sem a mesma animação, mas a mesma garotinha que uma vez se abriu em um dia ensolarado estava lá.
Talvez com dor nas costas, mas ainda lá.
Mentiras, fingir que inventou alguém que não sou não é a melhor maneira de fugir de seus demonios, de seus dragões (como diria eu e meu melhor amigo Jake).
Não adianta se enganar meu amigo, porque como diria meu amigo Renato Russo 'mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira'.

Eu lembrarei do seu nome e não esquecerei dos dias de sol, mas meu caminho não continuará, ele é diferente do que você imagina, ele já continuou. Encontros e despedidas, a plataforma dessa estação é a vida.
E quem disse que a contra mão é o lado errado? http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/45751/
De mãos vazias só não chega quem viveu.

Todos temos que seguir, felizes ou de mãos vazias. Não esqueça, modifique, guarde o que foi bom jogue fora o que restou.
Você perdeu as chances de fazer mais quando transformou isso em uma luta pessoal.
E as vezes em uma tarde onde olhos tristes e dolorosos te fitavam sem esperar nada.
Você quer um norte, eu lhe dou um: vá ser feliz e pare de se preocupar tanto.

Prometo que se houverem arrependimentos jamais os direi, já o fiz uma vez e trouxe tristeza a uma das pessoas que mais estimo e quero bem. Desculpe Rafa.
Se pergunte se você quer mesmo seguir uma estrada que não gosta. Modifique, o mundo gira e continua a girar...

Caros amigos, por fim concluo que as vezes vale mais a pena arriscar do que omitir, mas em um mundo onde não se pode contar com ninguém, ferir-se menos chega a ser bonito.

domingo, 13 de março de 2011

Eu te odeio...


Seu jeito de falar quando está irritado me irrita, sua voz forte me faz ter náuseas e seu cheiro me causa repulsa.

Escrevi mais de mil vezes essas mentiras, quando você me disse que uma mentira repetida mil vezes vira uma verdade, mas não se tornou.
Porque agora, aqui, quando eu deveria não desejar você ao meu lado, eu desejo. Queria ouvir sua voz suave quando feliz, sentir seu cheiro que me trás um misto de manhã de sábado chuvosa com tarde ensolarada de sexta.
Ver seus olhos noite adentro, chorando o mel mais doce a se imaginar.

Você me irrita, me faz desejar morte súbita, esquecer que tem mais alguma coisa pelo que lutar além desse seu comportamento infantil.

Queria você ao meu lado para me fazer esquecer meus problemas, jogar Rise of Nation e rir das besteiras da TV ou qualquer coisa assim.
Queria você aqui.
Pelo menos não tenho tanto medo dos pesadelos com você ao meu lado, e quando te vejo sorrir me esqueço do resto do mundo e penso que é só por isso que vale a pena lutar.


Paradoxal em todos os sentimentos, menos um.
Eu te amo com raiva, com amor, com alegria, com medo e acima de tudo, com toda minha alma e todo meu coração.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Brincando de Escrever

                                     

... eu não decoro as falas de seriados, músicas de novelas ou me visto como personagens de filmes.
de qualquer forma também tenho minhas frases repetidas, meus plágios autorizados.
imito a vida real, reescrevo as mesmas frases em outro contexto, reconstruo os fatos a meu modo, organizo o quebra-cabeça para que somente eu possa montar.
as frases que ninguém ouviu, ignoradas mesmo no auge de sua genialidade, são citadas sem que ninguém saiba, frases minhas de um outro eu, um superego ou seja lá o que quiser.


minhas citações trazem o Humberto, Renato, Cazuza, Di, Dinho, Katy, Mallu e outros que não me vem o nome. relembro frases que o Marcelo ou o Felipe, ou os dois, falaram. Reescrevo as do Lucas.

inspirada, escrevo minhas próprias frases.

as vezes no estilo "Joanne", as vezes "Jane", mas sempre com meu toque.

E assim minha estúpida poesia sem rimas ganha formas desconhecidas e retrata, no mais, o que sei de mim e de mim faz parte.




TECLA SAP: Humberto Gessinger, Renato Russo, Di Ferrero, Dinho Outro Preto, Katy Perry, Mallu Magalhães, Marcelo Adnet, Felipe Ricotta (kiabbo), Lucas meu namorado, Joanne K. Rowling, Jane Smith.

terça-feira, 8 de março de 2011

O dia amanheceu triste...

Faz alguns dias que não falo sobre nada, e nem sinto vontade de falar.
Foi na madrugada de sexta para sábado que minha mãe me ligou avisando que a Bia havia sofrido um acidente e infelizmente faleceu.
Naquele momento eu pensei em toda a vida que ela ainda tinha pela frente. A guria tinha acabado de passar na faculdade, tinha tudo para se dar bem e tudo mais.

Pensei em meu primo. No quanto ele devia estar sofrendo.
E então chorei.

Estranho dar de cara com a morte em um dos dias mais felizes da minha vida, perceber que basta estar aqui para não estar mais e que sim, as pessoas que eu amo vão morrer independente do meu amor por elas.
Estranho, não é fácil lidar com os outros e mais ainda, com a ausência dos outros.
De repente eu parei de reclamar da minha vida ao pensar nos pais dela, parei de sentir raiva das pessoas por elas não serem iguais a mim.
Eu sei que deu uma vontade louca de mudar, de fazer o mundo ver tudo da melhor maneira possivel.

Ahh, eu não sei de mais nada. Só um sentimento ruim e bom ao mesmo tempo que faz com que eu queria dormir nos braços do Sirius e esquecer que lá fora a banda toca em outro tom.
Mesmo com o céu azul e só quero me sentir protegida.


Bia, minha linda, vai em paz para junto de Deus, sempre será uma estrelinha linda que vai brilhar em nossos corações. #LUTO.

sexta-feira, 4 de março de 2011

No dia em que fui mais feliz...

E com o início de uma música da Adriana Calcanhoto que eu volto a aparecer.
Eu sei que nem tenho postado muito, mas a inspiração vem, só falta a vontade de escrever sabendo que pouca gente vai ler e a grade maioria nem vai se importar.
Mas não tem problema, nunca dei bola para isso e não será hoje!



Hoje eu andei na chuva, como quem não quer nada além de se molhar, sentia as frias gotas batendo no meu rosto e enquanto isso um sorriso se estampava, ja é carnaval.
Eu que me guardo todo ano pra quando o Carnaval chegar, esse ano, vejo que tem um sentido especial no que eu procuro nele.
Enquanto isso devaneava em meus pensamentos sobre sonhos que queria reais, e que com a ajuda de um anjinho da guarda, logo se tornarão.
Parece tão dificil lidar com a idéia de que meu maior sonho será realizado, uma euforia seguida de medo reconfortam meu ser e eu durmo tranquila.

É carnaval.

E do outro lado da rua, meus ídolos ignoram minha presença insignificante e necessária, vivendo suas vidas de verdade como eu vivo a minha.
As vezes eu me pergunto se eles não se cansam das pessoas sempre ao redor, querendo mais e mais.
Ontem eu descobri que eu realmente tenho o direito de me sentir especial em relação ao @1bertoGessinger, ao Marcelo Adnet e ao Diego Ferrero, segundo a psicologia eles se tornaram meus objetos de transferencia.

Traduzindo para termos mais meus: eu atribui a cada um um lugar e um significado especial na minha vida de um sentimento que estava em falta ou que eu desejava.
Então eu posso realmente chamar o @1bertoGessinger de pai, a Psicanálise me protege de qualquer estranhamento vindo dele.
Mas eu continuo pensando no que eles querem dos fãs: distancia, saber o que pensamos, saber o que queremos... saber o que pensamos e queremos deles?
As vezes eu penso que um ídolo tem vontade de perguntar o que está acontecendo na vida de um fã, e saber como ele encara o mundo, porque é fã e etc.
As vezes eu penso que eles acham tudo isso um saco.

Duvidas e duvidas de uma tarde qualquer, não importa mais nada, ja é Carnaval e eu só tava me guardando para quando o Carnaval chegasse.

terça-feira, 1 de março de 2011

Andar por aí...



O despertador não conseguiu afastar meus pesadelos, esqueci que hora era apenas mais uma terça-feira e tentei isolar meu mundo do mundo.
Vazios de si.
Caminhei entre rostos que não querem nada além do que os faz bem, observei cada detalhe de um caminho já conhecido. Não me preocupei com o tempo.

Não me pergunte que horas são, eu não sei ♪

Parece que hoje eu acordei imune a tudo o que suga minha alegria, masnão acordei leve.
Um sono pesado trouxe ao meu consciente o que está me perturbando tanto, mas agora, perto do horário convencional de almoço eu sequer consigo lembrar como acordei.
Tenho me perguntado o quanto vale a pena julgar meramente por aparências, e o quanto elas podem nos dizer 'afaste-se'.
E não é que eu julgo também por estereótipos? Mas nada, até hoje, me provou que estava errada.

No final, ainda sinto-me feliz por ver que minha banda favorita pode voltar esse ano... E como será o dia mais feliz da minha viad se isso for verdade.
Ainda conheci uma guria que é a cara da minha melhor amiga, além de falar igual a ela.


Encantador... e destrutivo.